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Horizontina,13/05/2026

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‘Produto sozinho não sustenta tese de investimento’, dizem especialistas no SPIW

tecmundo.com.br
‘Produto sozinho não sustenta tese de investimento’, dizem especialistas no SPIW

Uma startup com bom produto não é, necessariamente, uma startup pronta para receber investimento. Essa foi uma das principais conclusões do painel “O que separa uma startup boa de uma startup investível”, realizado nesta quarta-feira, 13, durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), na capital paulista. Especialistas debateram os critérios analisados por fundos e investidores na hora de apostar em empresas emergentes.

Participaram da conversa Marcelo Mariano, fundador da Start51 Ventures; Andrea Weichert, sócia da Andrea Weichert Assessoria Empresarial; Sofia Franco Filla, head of investor relations da Booming; e o Roberto Schirmer, vice-presidente da Vinci Compass. Além da apresentação inicial, o painel contou com perguntas e respostas com o público sobre captação, governança e inteligência artificial (IA).

Logo no início da discussão, Roberto Schirmer afirmou que uma startup investível precisa reunir uma série de fatores que vão além de uma boa ideia. Segundo ele, investidores buscam empresas com capacidade real de escalar e gerar retorno financeiro. “Uma startup boa pode ser uma startup que tem um time bom, um produto legal, mas uma startup investível precisa ter um time excepcional, ter um produto que é muito escalável, e ter ali um caminho claro de saída em algum momento”, afirmou.

Marcelo Mariano reforçou que disciplina operacional e execução pesam mais do que apenas inovação. “O investidor, ele quer saber quanto custa para crescer, como que cresce, qual é o seu plano”, disse. Para ele, muitos empreendedores ainda concentram esforços apenas em produto e vendas, deixando de lado organização financeira, métricas e governança.

Já Sofria Franco Filla destacou a importância de transformar números em uma narrativa convincente para investidores. Segundo ela, muitos fundadores conhecem seus indicadores, mas não conseguem explicar os problemas do negócio de forma transparente. “Os números precisam comprovar a narrativa”, afirmou. A executiva também ressaltou que esconder indicadores críticos pode prejudicar a credibilidade durante a captação.

Os palestrantes também defenderam que investidores analisam não apenas a capacidade técnica do empreendedor, mas também o comprometimento integral com o negócio. Sofia afirmou que, em startups early stage, é comum que todos precisem atuar em múltiplas funções, mas ressaltou que o fundador precisa demonstrar dedicação exclusiva ao projeto.

Durante o painel, os especialistas chamaram atenção para a importância das métricas e dos KPIs na preparação para rodadas de investimento. Roberto Schirmer afirmou que “captação é janela” e que empresas precisam estar organizadas para aproveitar momentos favoráveis do mercado. Segundo ele, indicadores ajudam investidores a separar empresas promissoras de negócios sem potencial de escala.

A governança também apareceu como um dos temas centrais da conversa. Sofia Franco Filla afirmou que muitos empreendedores chegam ao mercado sem preparo para lidar com investidores e processos de captação. Ela explicou que, além dos números, é necessário preparar a comunicação e o relacionamento com fundos. “Como você vai amarrar tudo isso para o investidor e para fazer ele ter a certeza de um investimento que é de risco, é outra”, declarou.

No momento de perguntas e respostas, a IA apareceu como uma das maiores preocupações para startups. Marcelo Mariano afirmou que empresas precisam ganhar velocidade de execução para não serem ultrapassadas rapidamente por concorrentes ou até pelos próprios clientes.

Roberto Schirmer também comentou os impactos da IA no ambiente de inovação e destacou que empresas precisam acompanhar constantemente as transformações tecnológicas. Segundo ele, startups que conseguirem utilizar novas ferramentas para fortalecer seus diferenciais terão mais chances de sobreviver em um mercado competitivo e de rápida mudança.

Ao final do painel, os especialistas defenderam que investidores avaliam uma combinação de fatores antes de realizar aportes: qualidade do time, clareza da narrativa, capacidade de execução, mercado escalável e possibilidade de saída futura. Em um cenário de juros altos no Brasil, os palestrantes afirmaram que negócios organizados e com estratégia clara tendem a se destacar na disputa por capital.

O TecMundo está no São Paulo Innovation Week! O SPIW 2026 começa nesta quarta-feira, 13, na capital paulista, reunindo líderes de grandes companhias brasileiras e globais, empresas e startups. Centros de pesquisa, investidores e governos também estarão presentes, participando de debates em tecnologia, ciência, educação, saúde, finanças e muitas outras áreas. Para todos os detalhes acesse o site oficial do evento.




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