China critica nova lei dos EUA que afeta avanços em IA
Autoridades da China criticaram um novo projeto de lei apresentado pelo Congresso dos Estados Unidos que pode dificultar a entrada de ferramentas essenciais para a IA no país asiático, interferindo na corrida pela liderança no setor. O impasse acontece em meio à visita de Donald Trump ao país.
Diante da possibilidade de aprovação, Pequim prepara uma resposta imediata à iniciativa, como detalha a Reuters nesta quarta-feira (13). Além disso, reclamações teriam sido feita diretamente a diplomatas americanos durante reunião na embaixada dos EUA na China.
O que prevê a nova legislação?
Conhecida como "Lei MATCH", a proposta que chegou à Câmara dos Representantes e ao Senado americano, no mês passado, objetiva diminuir as lacunas nas vendas para a China de equipamentos usados na produção de chips. A ideia é restringí-los aos mercados que dominam o setor.
- Em termos gerais, o projeto pressiona países aliados, como Japão e Holanda, para limitarem as exportações desses aparelhos ao gigante asiático;
- Fornecedores de equipamentos utilizados em fábricas de semicondutores, as empresas Tokio Electron e ASML seriam diretamente afetadas, conforme a agência de notícias;
- Se os aliados não restringirem o comércio com empresas chinesas, a nova lei prevê que os EUA imponham controles e exijam licenças para a manutenção do maquinário;
- Principal fabricante americana de chips de memória, a Micron seria uma das apoiadoras do projeto, segundo a reportagem.

A proposta surgiu após Trump adiar a entrada em vigor de novas limitações às exportações de tecnologia para a China, mesmo diante das preocupações com a segurança nacional. Dessa forma, o Congresso resolveu tomar providências.
Em votação na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, a Lei MATCH foi aprovada por 36 a 8, depois de revisões sugeridas por grupos de interesse. Os debates seguem acontecendo.
Reação chinesa
Após o avanço do projeto, o Ministério do Comércio da China (MOFCOM) se pronunciou, afirmando que a lei "prejudicará gravemente a ordem econômica e comercial internacional". Além disso, o país emitiu um decreto para combater esse tipo de regulamentação.
Entre as contramedidas chinesas, vale destacar a possibilidade de inclusão de empresas estrangeiras em uma "lista de entidades maliciosas". Elas também ficarão sujeitas a ações legais e sofrerão punições comerciais.
A reportagem afirma que o tema foi debatido em reuniões diplomáticas entre os dois países, embora os envolvidos não tenham confirmado. Existe a expectativa de que o assunto esteja em pauta no encontro entre Trump e Xi Jinping, esta semana.
Confira a lista de CEOs de empresas americanas que acompanham o presidente dos EUA na viagem à China.





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