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Horizontina,06/08/2026

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Resiliência no Campo: o solo como base para o futuro econômico do Rio Grande do Sul

famurs.com.br
Resiliência no Campo: o solo como base para o futuro econômico do Rio Grande do Sul

O agronegócio é, indiscutivelmente, o pilar que sustenta a economia gaúcha. No entanto, o fortalecimento deste setor e, consequentemente, das receitas municipais, depende de um elemento fundamental e frequentemente negligenciado: a saúde do solo. Durante o painel "Adaptação e Resiliência no Agro: Gestão de Riscos e Respostas às Adversidades Climáticas", realizado no 44º Congresso de Municípios do RS, Claudinei Moisés Baldissera, presidente da Emater/RS, reforçou que o estado precisa debater urgentemente o equilíbrio do solo para garantir a sustentabilidade da produção.

A relevância do tema é acentuada pelo cenário de transformações globais e demandas crescentes por produtividade sustentável e renovação geracional. Baldissera destacou que o Rio Grande do Sul enfrentou um ciclo severo de adversidades, com estiagens recorrentes entre 2020 e 2023, atingindo duramente as regiões Norte e Noroeste. Somente em 2023, nove episódios climáticos extremos levaram diversos municípios a declararem situação de emergência ou calamidade. O impacto culminou na enchente histórica de 2024, que afetou mais de 90% dos municípios gaúchos.

Um dos dados mais alarmantes apresentados pela Emater revela que 405 municípios relataram perdas significativas de fertilidade e solo por erosão hídrica após os recentes eventos climáticos. "Não se faz agricultura sem ter solo equilibrado; solo é a base de tudo", afirmou Baldissera. Atualmente, os solos no RS não possuem a capacidade ideal de absorção de água em chuvas torrenciais, nem a reserva necessária para períodos de seca, o que exige um trabalho profundo de melhoria das condições físicas e biológicas da terra.

Como resposta estratégica, a Emater/RS lançou o "Plano Institucional de Gestão de Riscos em Eventos Climáticos". O objetivo é mudar o paradigma da assistência técnica: sair de uma postura meramente reativa — focada em laudos de perdas e relatórios emergenciais — para uma gestão proativa de riscos.

Para que o agronegócio gaúcho se torne verdadeiramente resiliente, Baldissera propõe uma gestão integrada de água e solo, aliada ao uso de reservatórios e irrigação inteligente. A utilização de ferramentas como o Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimático (SIM Agro) da Seapi e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) da Embrapa é essencial para um planejamento baseado em dados concretos.

A mensagem final do painel foi de união: a construção de uma agricultura forte exige uma estratégia de unicidade entre produtores, municípios, universidades e órgãos de pesquisa. Somente com solos profundos e bem manejados os municípios poderão faturar mais e garantir a segurança econômica de suas populações.


Com o tema “Sustentabilidade, inovação e gestão dos municípios gaúchos se debate aqui”, o 44º Congresso de Municípios do RS segue até esta quinta-feira (6/08), reunindo especialistas, autoridades e gestores em painéis sobre desenvolvimento regional, transformação digital, educação, meio ambiente, infraestrutura e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do municipalismo. O evento recebe patrocínio de Banrisul, Badesul, BRDE, Aprende Brasil, Governança Brasil, Sebrae, Softplan e Corsan. Também recebe o apoio da Prefeitura de Restinga Sêca, da Amcentro e CNM. 

📸 Confira os registros em flic.kr/s/aHBqjD1Mmu




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