A mesa de trabalho do Arlon
Nesta seção, leitores do Manual mostram suas mesas (e o que tem em cima delas), explicam o que usam e como, e nessa todo mundo aprende alguma coisa nova. Veja outras mesas e, se puder, envie a sua.
Olá a todos!
Sou Arlon de Serra Grande, tenho 30 anos e estou professor escolar em Fortaleza (CE).
Já dei aulas de Português para estrangeiros e para brasileiros, mas também trabalhei com revisão textual e cheguei até a treinar IA (!) quando isso não era o rabo de foguete que é hoje, apesar de já ser um trampo precarizado naquele tempo. Recentemente publiquei um livro por conta própria chamado Estudando Poesia, uma coletânea comentada de poemas da juventude. Além disso mantenho um blogue chamado Ideias de Chirico, onde publico crônicas, ensaios e traduções, e que está de pé há dois anos em um servidor fediversal da Ayom Media (abraços, Felipe Siles!)
Apesar da minha formação em humanidades, criei um grande interesse por tecnologia durante a pandemia. Nesse período passei a estudar sobre esse assunto a partir da ótica da Teoria da Comunicação e migrei para o Linux, o que me afundou mais ainda na computação.
Muito da minha mesa expressa minha abordagem sobre as tecnologias, como o combate à obsolescência programada, o balanço entre o analógico e o digital, a predileção pela desconexão, o apreço pela estética “wabi-sabi” (ou “belo velho”, como costumo chamar) e a experimentação com diferentes mídias. Quem quiser entender melhor o que penso atualmente sobre isso, sugiro a leitura do “Manifesto Offpunk”, texto meu escrito com Ploum.

Meu setape fica na sala de estar porque é um espaço bem mais arejado e iluminado do que meu quarto. O principal é um computador portátil Dell Inspiron 3421, com processador Core i3, 4 GB de RAM, rodando Xubuntu ― comprado de segunda mão do técnico que consertava o meu computador antigo.
Quando não estou usando o touchpad nativo da máquina, uso um mouse da Positivo, do meu computador antigo que ganhei do Spaece, no tempo de colégio. Funciona tranquilamente, apesar da rodinha travar um pouco quando rolo para cima. Para apoiar o “rato”, tenho uma reprodução de uma pintura de Van Gogh, cujo verso me serve de mousepad.
Quando preciso escrever exaustivamente, uso um teclado mecânico MageGee 60% com LED, também de segunda mão, do meu irmão — talvez a peça mais moderna do setape.
Para ouvir música, fones de ouvido Dylan DL-840, fruto de muito garimpo atrás do melhor equipamento de escuta no computador.
Ao lado da mesinha, uma televisão de tubo da LG de 14″, antes usada só para ver canais abertos, mas que recentemente decidi transformar em segundo monitor com um conversor HDMI2AV da Mini, para escutar música, rodar clipes enquanto faço alguma coisa pela casa ou assistir a filmes.

No móvel da televisão, abaixo desta, ficam alguns CDs e discos de becape.
Vale o comentário sobre o “saltinho” de madeira para elevar o nível da tela primária do computador, encomendada em um marceneiro perto de casa ― dica muito boa do Diego PDS, também frequentador deste **Manual** ―, o que resolveu um problema sério de ergonomia que eu tinha.
Abaixo dessa peça de madeira, uma caixinha de acrílico para guardar o teclado, o mouse e o carregador do computador.
Apoiando tudo isso está uma mesa artesanal feita pelo meu tio, que tem uma gavetinha onde deixo canetas, blocos de notas e um HD externo.
Não pude a fotografar por falta de espaço, mas do outro lado da sala mantenho uma máquina de escrever Remington que uso quando estou com a vista cansada ou quando preciso soltar algumas ideias sem parar.





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