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Horizontina,26/02/2026

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Crítica: Pânico 7 é um picolé de chuchu, mas não a ponto de impedir um oitavo

tecmundo.com.br
Crítica: Pânico 7 é um picolé de chuchu, mas não a ponto de impedir um oitavo

Sempre que uma franquia é muito comentada, eu assumo que ela deve ter algum valor. Mesmo que gosto seja pessoal, acho muito pretensioso esperar que algo que muitas pessoas gostam seja terrível. Falando de Pânico, essa crença mais uma vez se provou verdadeira.

Pânico 7 acaba de sair nos cinemas, mas o filme já era muito antecipado. Em meio à polêmicas, com a atriz principal de Pânico 6, Melissa Barrera, demitida por seu posicionamento político, seguido da saída de Jenna Ortega em apoio à Barrera, e a volta da famosa “final girl”, Neve Campbell, não se sabia muito bem como a sequência seria executada e até mesmo recebida. 

Vale a pena ir ao cinema para ver o longa? Confira a nossa crítica a seguir.

A magia de Pânico para uma principiante

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Pânico 7 chega 3 anos depois do último filme.

Afinal, ainda faz sentido continuar com a franquia? Para uma pessoa que não é tão fã de terror e acabou não esbarrando nos 6 filmes prévios, Pânico 7 me fez entender o apelo e o sucesso que começou lá em 1996, antes mesmo de eu nascer. A antecipação para saber quem vai ser a próxima vítima, os sustos programados quando a gente já sabe que Ghostface está ali e a busca pela motivação, tudo isso atrai muito.

Realmente, por mais que seja uma fórmula já conhecida, mesmo em Pânico 7, ela é executada com maestria. Outro ponto interessante é a escolha de atores conhecidos o suficiente para te provocar conforto, mas não para te fazer sofrer tanto pelas mortes, assim você segue em frente rapidamente para a próxima semana.

A nostalgia como estratégia

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Sidney e Gale estão de volta no filme.

A constante menção aos filmes passados faz com que o roteiro muitas vezes se apoie nessa nostalgia ao invés de focar em sua narrativa própria. Dá a impressão de ser um mecanismo barato para confundir, e de certa maneira até subestimar, os fãs das histórias anteriores.

Considerando o bom nível de aprovação do sexto filme, lançado em 2023, que não contava com Sidney Prescott, essa apelação pode ter sido para abafar a saída das atrizes principais do último lançamento. Ainda assim, para quem não acompanha a franquia, as menções ao passado me deixaram sim com vontade de acompanhar a história do princípio.

Narrativa cansativa

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Ghostface tem seu trabalho facilitado por roteiro preguiçoso.

Há alguns fatores no filme que, apesar de fazerem parte do formato, poderiam ser melhor trabalhados. Um deles é Ghostface sendo constantemente subestimado, o que acaba cansando ao longo da narrativa.  Além disso, o fato dele ser uma pessoa nova a cada filme me faz questionar como alguém que não tem treinamento nenhum sempre consegue superar não só todos que decide atacar, mas também profissionais treinados. 

Mesmo que seja aqui o gênero siga vivíssimo, alguns detalhes mais bem trabalhados poderiam consolidar ainda mais o filme dentro do slasher.

Outra questão é o preparo da família Prescott. Se o medo do assassino é uma constante, algumas alterações bestas poderiam ser feitas. O que comentarei a seguir é um spoiler mas não é relevante para a narrativa: por que eles teriam, por exemplo, uma espada dentro de casa sendo que Ghostface é conhecido por usar facas? Por que não procurar uma casa térrea quando o ataque constantemente se aproveita de escadas? São perguntas idiotas mas que, se consideradas, já poderiam contribuir para uma narrativa mais interessante e com menos distrações.

Por mais que esses detalhes contribuam para momentos propositalmente toscos, existem outras formas de desenvolver o enredo de um sétimo filme sem precisar voltar para os mesmos recursos narrativos utilizados em filmes anteriores. A fórmula ainda pode ser replicada, mas de maneira mais interessante e inovadora.

Dito isso, algumas formas de atualizar a franquia foram bem aproveitadas no filme: a filha de Sidney, Tatum, se prova uma boa personagem para a sequência. A utilização de IA e deepfake e os lançamentos musicais escolhidos para a trilha sonora também acertam na tentativa de deixar o filme mais atualizado.

Final anticlimático

Muitos dos erros do filme poderiam ser esquecidos se a revelação final fosse muito bem construída, o que não é o caso aqui. O clássico momento em que descobrimos quem está por trás da máscara de Ghostface acaba sendo decepcionante. Para não correr o risco de revelar nada, não posso ir além disso.

Vale a pena assistir Pânico 7?

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Pânico 8 ainda não foi confirmado oficialmente.

Pânico 7 não é um filme ruim e segue a fórmula de sucesso que fez com que a franquia tenha sobrevivido por 30 anos. Mesmo com um roteiro por vezes preguiçoso, ele não chega a incomodar tanto a ponto de fãs e não fãs deixarem de voltar para ver o que o oitavo filme reservará. Com Neve Campbell de volta, resta a esperança dos personagens clássicos (aqueles que sobreviveram, claro) se juntarem a personagens novos, se a produção fizer as pazes com Melissa Barrera e Jenna Ortega.

Talvez por essa falta de novos personagens cativantes, a descoberta principal acaba sendo extremamente anticlimática, o que pode impactar diretamente na percepção final do filme. Como foi o meu primeiro contato com a franquia, ainda considero que a experiência vale a pena e já estou preparando a minha próxima sessão, começando pelo primeiro filme e voltando para um possível próximo lançamento.

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