Irrigação e endividamento rural pautam debate com foco no apoio aos produtores gaúchos
A preocupação com o endividamento dos produtores rurais e a necessidade de medidas urgentes para garantir a sustentabilidade da atividade no campo marcaram o painel promovido pela Famurs na quarta-feira (12/03), durante a programação da Expodireto Cotrijal em Não-Me-Toque. O encontro reuniu lideranças e especialistas para discutir os impactos das adversidades climáticas e as alternativas para fortalecer a agricultura no Rio Grande do Sul.
Durante a abertura, a presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, destacou a angústia vivida pelos produtores diante da espera por uma definição sobre o alongamento das dívidas agrícolas. A presidente relembrou a grande mobilização liderada pela entidade no ano passado, onde prefeitos, gestores municipais e lideranças do agro lotaram a Famurs em defesa do setor, e reforçou que a Federação segue atuando de forma firme junto aos governos estadual e federal para buscar soluções concretas.
Adriane também enfatizou que a entidade está ao lado dos produtores e dos municípios, acompanhando de perto os impactos das estiagens sucessivas e defendendo medidas que garantam condições de recuperação para o setor. Segundo ela, o momento exige sensibilidade e agilidade por parte dos governos, diante de uma realidade que afeta diretamente a economia dos municípios e a vida das famílias no campo.
O painel, mediado pelo coordenador técnico da área de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo da Famurs, Mario do Nascimento, foi organizado pela equipe técnica da entidade através do assessor técnico Ismael Horbach e da assessora Ana Amelia Schreinert.
Além do debate sobre o endividamento, a programação abordou a irrigação como uma política pública essencial para reduzir os impactos das mudanças climáticas. O presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, apresentou dados que evidenciam a recorrência das estiagens no Estado e seus reflexos na produção agrícola, destacando a necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura hídrica, planejamento e tecnologia para aumentar a resiliência no campo.
Já o secretário adjunto do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marcelo Camardelli, trouxe os avanços na legislação ambiental voltada à irrigação e à reservação de água, com foco na desburocratização e na agilização dos processos de licenciamento, facilitando a implementação de projetos pelos produtores.
O economista da Farsul, Antônio da Luz, evidenciou uma análise dos impactos econômicos das perdas causadas pelas estiagens e reforçou a importância de políticas estruturantes para garantir previsibilidade ao setor.
O painel reforçou o papel da Famurs como articuladora das demandas dos municípios e do setor produtivo, especialmente em momentos de crise. A entidade segue mobilizada na defesa dos produtores gaúchos, buscando alternativas que garantam a recuperação econômica e a sustentabilidade da atividade rural no Estado.





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