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Horizontina,15/09/2026

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Deputado Cezinha de Madureira dizia ter contato direto com ministros

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Deputado Cezinha de Madureira dizia ter contato direto com ministros

O deputado Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo, se valia da condição de parlamentar para passar a impressão de influência sobre ministros de tribunais superiores: Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral.



Segundo a Polícia Federal, havia uma atuação continuada de três pessoas com papéis complementares e definidos. Cezinha, que supostamente teria um contato pessoal e direto com os ministros, Valéria Linhares que fazia o acompanhamento do assunto e cuidava dos honorários e da cessão de crédito e Mariângela Fialek, conhecida como Tuca. Advogada que formalizava as causas e elaborava os memoriais. 



Na decisão, Flávio Dino relata dois casos específicos. Um no valor de meio milhão de reais se tivesse uma decisão favorável em relação a anulação de uma ação contra a prefeita de Beberibe, no Ceará, Michelle Cariello Rocha. E outra, no valor de 1 milhão de reais - mas que poderia chegar a 2 milhões em caso de sucesso - referente à soltura de Denis Macedo, que foi Secretário de Educação de Belford Roxo, no Rio, e preso em fevereiro do ano passado numa operação que apurou desvios de recursos da educação. 



A Polícia Federal reforçou que magistrados não são investigados. Ou seja, não há elementos que indiquem a participação de integrantes do Poder Judiciário nos fatos apurados. 



Já sobre os alvos: Cezinha de Madureira é pastor da igreja Assembleia de Deus Madureira. Já foi coordenador da Frente Parlamentar Evangélica e foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara. Valéria Rodrigues é advogada, chegou a ser presa com 510 mil reais em dinheiro vivo no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, em agosto passado. Na decisão desta segunda, Dino ainda determinou o envio para o STF das investigações sobre essa apuração. Para a polícia, o transporte físico de dinheiro configura operação “à margem do sistema financeiro”. Por fim, Mariângela Fialek, tinha um cargo na Câmara dos Deputados, é apontada como uma das responsáveis indicações da Comissão de Integração e pela coordenação da destinação de emendas parlamentares.



A reportagem entrou em contato com a defesa dos envolvidos que, até o momento, não se pronunciaram.


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